domingo, 4 de outubro de 2009

Eu não vim SÓ pro evento.

6h30 da manhã (que parece 14h aqui em Natal), a turminha do barulho se preparava para o que viria a ser a experiência mais proveitosa até então. Nadar entre animais marinhos.
Pegamos o caranga envenenado (que devemos foto) e seguimos em direção aos Pampas. Chegando na paradisíaca praia de Pirangi, logo após molestarmos o maior cajueiro do mundo, encontramos o Émerson, volante de contenção, promoter do Marina Badauê e fotógrafo, nos ajudou a estacionar o carro por alguns trocados. Compramos nosso passaporte ao paraíso e aguardamos tempo suficiente para um nordestino reconhecer no nosso grupo o, até então não-referido, "turista" como não-potiguar, apenas ele. Lembrando que o quadrado mnemônico (segundo H. B. Callen) é formado pelos: turista, afrodescendente, leprosa e meliante do Sarandi. Além disso, ele teve a petulência de dizer: "Em Porto Alegre chuveu pedra? Dá pra ver que vocês estão com a cabeça amassada". Aquele cabeça chata!
Pois foi nadando entre os peixes, que a meliante quase foi atacada por Cthulhu. E quase teve seu braço arrancado pelas arrecifes-ultracortantes-ginsu(ligando-agora-você-recebe-totalmente-grátis-um-lindo-par-de-meias-vivarina-que-podem-ser-atravessadas-por-uma-bala-sem-desfiar). Ela ainda carrega no que restou de seu corpo marcas dessa batalha tragédica.

*Atualização! A palavra "tragédica®" é uma invenção de um colega nosso de grande densidade capilar.*

A meliante do Sarandi parecia não estar com sorte. Fora sequestrada via celular.
Nossa colega leprosa se sentiu tão relaxada entre os peixes, que seu esfíncter também o fez, exalando gases tóxicos que borbulharam nas claras águas de Pirangi.

(No próximo episódio de LAM Adventures serão divulgadas imagens exclusivas, chocantes e reveladoras desta triste jornada).

Atravessamos a cidade procurando paredes de 14m de espessura, o Forte dos Reis Magos. Nossa turminha se inflitrou no grupo de turistas da Ana Clara, o qual foi repassado para a responsabilidade de Josimar Golimar do Nordeste. Por ele descobrimos que os portugueses de priscas eras eram baixos, bebiam água salobra e cagavam do alto. Destacou-se entre a multidão o afrodescendente, escoteiro, do Sul tchê, por sua imensa coragem. Ele parou ao lado de uma escada, enquanto Golimar do Nordeste repetia: "mimimi, trabalho voluntário, mimimi, whiskas sachê, mimimi, gorjeta".
Depois de uma breve visita ao Midway Mall, pretendíamos rumar de volta a nosso oásis. Estávamos seguros e confiantes, pois a leprosa-GPS-meorientopelosol garantiu que jamais de perderia. Obviamente nos perdemos. Pior, nas Quintas da Zona Norte. É, achamos que a lepra atingiu seu senso se direção.
Já exaustos, nossos desbravadores de terras novas tiveram de enfrentar a última tragédica batalha de hoje. Ao pedirem esclarecimentos para o atirador de elite/ex-designer/revolucionário-riograndense-obsessivo-compulsivo-erradicado-no-outro-Rio-Grande nossos soldados se depararam com sua própria ignorância sobre a terra natal. Um deles ainda teve de enfrentar demônios passados sobre a sua origem.

Fotos do dia:

Píer do Marina Badauê


Cúpula. Ode ao Amor. Bruto.


O corajoso.


 Merda acontece


O turista não-potiguar e o homem eleito 5x o mais bonito do mundo.


Ponte de Todos

Um comentário:

  1. Senhores, vocês violaram o primeiro mandamento do CICA. * Nunca usar minhas sabias invenções gramáticais em Vão *. * Tragédico * é uma palavra superior que não deve ser usada em situações cotidianas, apenas em situações memoráveis. HAHAHA. Porem, faltou uma explicação do que vem a ser * tragédico * para os outros leitores do Blog. Façam um Paper ae até mais.

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